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Quem escreve deve saber que suas criações não são mais suas, mas de quem as lê.

quarta-feira, 18 de janeiro de 2017

As "amiguinhas" da relação

Sempre vai existir uma ou várias outras outras pessoas que também tenham interesse no seu namorado ou namorada, marido, esposa, etc. Todas essas qualidades que fazem do seu parceiro (a) "a pessoa perfeita" aos seus olhos, outras pessoas também enxergam, e sempre vai existir quem enxergue, além de você. Eu tenho passado por algumas situações que tem me feito pensar a respeito de como eu tenho agido em relação a isso. Normalmente eu crio um ódio instantâneo pela "amiguinha" que tá dando em cima, quando escuto falar no nome da pessoa eu já empolo, quando vejo na rua dá vontade de beber o sangue da bisca. Mas parando pra enxergar a situação com os olhos de quem vê isso de fora, e com os olhos que  EU vejo a relação de outra pessoa nessa situação, não adianta guardar um ódio mortal da coleguinha e ignorar a atitude do parceiro (a) em relação a isso. Talvez a amiguinha nem saiba que seu parceiro (a) namora. E mesmo sabendo, se a moça insiste, é desvio de caráter dela e não do namorado (a). Mas a maneira que ele reage a esse interesse é que você precisa dar atenção. Se a pessoa com quem você tá planejando dividir uma vida te respeita e é leal a você, ela em primeiro lugar vai ser transparente com você e com qualquer outra pessoa que se aproxime dela com segundas e terceiras intenções. Em segundo lugar, não vai DE MANEIRA ALGUMA alimentar o interesse dessa terceira pessoa. Em terceiro lugar, vai entender que é preciso separar as coisas e fazer certos sacrifícios pro bem de uma relação a dois. Se a colega ou o colega está sendo inconveniente e desrespeitando a relação insistentemente, por maior que seja o grau de intimidade com a pessoa antes do relacionamento, essa pessoa não é alguém que valha a pena você manter na sua vida. Lembrando que não manter uma pessoa na sua vida não quer dizer que você precisa torcer o nariz e ignorar quando ver na rua, mas é cortar a convivência, pois mais cedo ou mais tarde essa pessoa virá ser uma azia na sua relação. É claro que as vezes tem aquela pessoa que a gente gosta muito, e mesmo sendo essa amiguinha inconveniente a gente quer manter na nossa vida em nome do carinho que tem pela pessoa (até porque cada um tem consciência de que consegue ou não resistir a isso), mas é preciso refletir: vale a pena? O quão importante você é pra essa pessoa que arrisca perder sua amizade e companhia desrespeitando sua relação? O quão importante essa pessoa é pra você , pra você trazer talvez um desconforto pro seu parceiro (a) na relação? Até onde você acha que deve fazer certos sacrifícios pela relação que você tem com seu parceiro (a)? Pensa bem e não se esqueça: se fosse fácil, não se chamaria sacrifício, mas é preciso ter prioridades.

terça-feira, 16 de agosto de 2016

Engraçado, bonito e chato

Engraçado como agora consigo te odiar por mais de 5 minutos. Hoje acordei com cólica e claro, lembrei de você. Perdi as contas de quantas vezes te liguei fazendo manha e você mesmo sem querer me mimava. Bonito aquele seu gesto de ficar ouvindo minhas lamentações. Eu, tão grande e mimada. Chorando por uma dor que sempre volta. E você a me ouvir. As vezes você sumia. E eu quase morria. Tinha vontade de te ligar e dizer: “fica comigo enquanto minha dor de te perder não passa". Porque toda as vezes que você some ou deixa de falar comigo, sinto uma dor bem maior que qualquer cólica. É chato quando você gosta de alguém e esse alguém gosta de qualquer outra coisa no mundo, menos de você. E perdi as contas de quantas vezes eu falei que não te queria mais por perto e depois de 5 minutos sorria por qualquer graça sua. Até das que não tinha graça... Porque pra te agradar, eu me desagradava. Engraçado, bonito e chato como agora consigo te detestar por mais de 5 minutos, dormir e deixar o celular no silencioso sem ao menos me importar se você vai me ligar. Engraçado, bonito e chato como o seu olho continua sendo um do mais bonitos que eu já vi. E mais engraçado ainda como no momento isso não me encanta. Não mais e sem mas. (T.B.)

quinta-feira, 11 de fevereiro de 2016

"Se não for pra sempre, não é amor." Será?


Temos o seguinte clichê: você conhece alguém, se apaixona, cria expectativas, faz planos, realiza alguns desses, vive cada segundo intensamente, afinal o início do relacionamento é sempre maravilhoso, não é?
Você se afasta um pouco dos amigos porque quer passar cada segundo do dia com a pessoa, pensa na pessoa o dia inteiro, não tira o celular do bolso porque fica ali esperando uma ligação, uma mensagem que seja. Posta fotos com legendas maravilhosamente românticas na rede social e fica vigiando a repercussão, afinal, quem é que não quer sair gritando pros quatro ventos o quanto está feliz por ter se apaixonado perdidamente por essa pessoa, não é?
Você fala dele pros seus amigos como uma criança fala da mãe. Seus amigos falam pra ele o quanto seus olhos brilham quando você fala dele! Você morre de vergonha. Você mal pode esperar pra vê-lo novamente. "Vocês são tão fofos juntos!" Então, você começa a conhecer o seu parceiro. Seus costumes estranhos, suas manias engraçadas, irritantes... Seus defeitos. Surgem as dificuldades. Algumas que sempre estiveram ali mas você passou a enxergá-las apenas porque aquele encanto do início começou a passar. O passado começa a ter a importância que não tinha quando vocês iniciaram esse relacionamento. Você começa a perder um pouco da doçura com que ignorava as manias e defeitos dele, e vocês tem a primeira briga. Depois a segunda. A terceira. Descobrem a coragem que antes não tinham de começar a estabelecer regras, muitas vezes abusivas, com a desculpa de que é o melhor pra que vocês possam dar certo. E vocês começam a perceber que tudo tem estado monótono. "Vocês brigam por qualquer cosinha!"
Você começa a falar mais dele pros seus amigos, mas dessa vez está desabafando sobre o quanto ele tem te irritado. Seus amigos estão te dando a razão, afinal, você obviamente não vai contar a história de uma maneira que você não pareça tão correta. Coloca um pouco da culpa em você, pois você é franca, mas também é vítima.  Seus amigos não gostam mais tanto dele. "Talvez seja melhor vocês terminarem agora, do que terminarem depois de uma maneira pior."
E então, vocês se esquecem daquele início gostoso que tiveram. Das decisões que tomaram pra continuarem juntos, de tudo que abriram mão, de todos que vocês "passaram por cima por esse amor maravilhoso". E se despedem. Sofrem. Sentem falta. "Quero morrer!" "Como sou trouxa!"
Talvez, vocês nem tiveram realmente um motivo pra terminar. Mas a saudade faz o que quer com a cabeça da gente, não é? Vocês pensam em voltar. Voltam a se falar, voltam a tentar. E percebem que não confiam tanto um no outro quanto confiavam antes. Estão confusos, e depois de tantas tentativas, alguém se cansa e se despede, sem volta. E o outro sofre. Aí sim alguém sofre! E vocês começam a duvidar que era amor, começam a pintar a vítima que sempre foram pras outras pessoas e se afastam de vez. A auto estima começa a voltar, a vida começa a voltar ao normal, e então vocês dois finalmente concordam em algo: ao conversar sobre o assunto com alguém, dá de ombros e solta a grande besteira: "Se não foi, é porque não era pra ser. Um dia encontrarei o verdadeiro amor!"

Essa busca constante do "verdadeiro amor", o amor que dura pra sempre, é justamente o que nos impede de encontrá-lo. Alguém fez o favor de inventar que o verdadeiro amor é apenas um em toda vida, que ele dura pra sempre, que ele não peca, que ele existe. E acreditando nisso nós criamos a pior bola de neve que podemos ter em nossas vidas: pular de braços em braços, com o ego inflado acreditando sermos merecedores da pessoa perfeita, acreditando que um dia encontraremos uma pessoa com quem viveremos "o início do relacionamento" pra sempre. Acreditando que nunca precisaremos discutir realmente com essa pessoa ou ter uma dor de cabeça pós discussão, pois ela vai te entender sempre, te tratar sempre com uma rainha, ser sempre paciente e engraçada, nunca estará de mal humor, vocês terão dois filhos e um cachorro, vão ajudar crianças de rua e viver aquele conto de fadas sem fim.
Não! Não existem contos de fadas. A pessoa as vezes vai estar de mal humor, as vezes vai ser injusta com você, as vezes vai errar, vai deixar o copo sujo depois que você limpou a casa inteira e está morta de cansaço. Mas as vezes, essa pessoa vai estar ao seu lado nas enfermidades, na sua TPM ou no seu stress sem motivo. As vezes, a pessoa vai se desculpar e arrumar a casa pra você hoje. As vezes a pessoa vai te dar um "bom dia" e um beijo, vai te socorrer numa dessas dificuldades do dia a dia. Vai te amar nas pequenas atitudes e aceitar uma noite sem sexo porque você está com dor de cabeça, mas na verdade está apenas cansada ou sem tesão algum. Vai aceitar mesmo se você estiver realmente doente ou simplesmente não quiser. As vezes, ela também não vai querer. Isso não quer dizer que o amor acabou. Quer dizer apenas que o conto de fadas não é o que aprendemos nas fábulas infantis e expectativas doentes criadas pela sociedade. O amor vai muito além de estar apaixonado o tempo todo. Faz parte do amor você odiar a pessoa por algum momento, mas odiar quem a odeia, sempre. Faz parte do amor você brigar, se irritar e xingar a pessoa mas armar o barraco quando alguém faz o mesmo com ela. Faz parte do amor você escolher estar com alguém ainda que tenha consciência que de quase nada será perfeito e o mundo é mais cruel do que parece. Faz parte do amor você não ter medo de dizer que amou com quem você esteve antes, mas que ama com quem você está agora. Faz parte do amor você entender que a pessoa também amou alguém antes de você, mas que isso não significa que ela não te ama verdadeiramente hoje. Faz parte do amor você entender que o amor não é único mesmo sendo tão parecido em todas as vezes que você disse amar alguém. É ilimitado e maravilhoso com todas suas imperfeições.

segunda-feira, 8 de junho de 2015

A Parada LGBT de São Paulo - Provocação? Manifestação? Ou grito de socorro?

Compartilhei o texto a baixo no Facebook a fim de deixar ali também a minha opinião a respeito do assunto. 

(Fotografia tirada na Parada LGBT em São Paulo no último domingo 07/06)


(Fotografia tirada na Marcha das Vadias durante a passagem do Papa Francisco pelo Brasil.)
"Darei minha cara a tapas. Sua fé foi ofendida? Seu (meu também no caso) Cristo foi desrespeitado? Todo o movimento LGBT agiu na blasfêmia? Você vai me julgar por ser contra sua opinião? Achou chocante a imagem de uma trans encenando a crucificação de Cristo?
Pois é muita coisa choca, muita coisa ofende, muitos são julgados.
A questão que estou dando minha cara a tapa não é pelos que enfiaram um crucifixo no ânus, não é pelos que atacam a religião alheia, muito menos por aqueles que querem respeito desrespeitando os demais,estou dando minha cara a tapas é pela encenação ÚNICA e de maior destaque que ocorreu na parada gay deste último domingo, pela trans que teve coragem de encenar a crucificação de Jesus Cristo, assim como os cristãos fazem todo ano na Páscoa, assim como todos que tem fé e usam a imagem da crucificação como lembrança de que o maior salvador passou para tal libertação da humanidade, a diferença é que foi uma trans que encenou isso como pedido de SOCORRO e não um ator lindo dos olhos azuis no dia do Natal ou na Páscoa, nem em uma peça teatral na igreja. Eu abomino todo tipo de zombaria com a fé alheia até porque além de ser homossexual, eu sou de uma religião que sofre com a intolerância. Abomino o julgamento que estão fazendo por uma encenação na qual a mensagem transmitida era, assim como Jesus Cristo foi crucificado pela maioria, muitos de nós ainda somos nos tempos de hoje, não só na cruz mas em assassinatos de diversos tipos, xingamentos e ofensas. Ressalto, não apoio ou concordo com (parte da) a manifestação da Marcha das Vadias que ocorreu no brasil durante a passagem do Papa por aqui e que muitos estão misturando as fotos com as da parada gay, sendo que não tem NADA A VER. Não achei bonito, não achei lindinho a encenação, eu achei CHOCANTE, achei FORTE pois nem todos estão preparados para ver. Mas horrorizada também não estou pois consegui abrir minha mente um pouco pra interpretar o que foi dito nessa manifestação, diferente dessa grande maioria que fecham os olhos para o real grito de socorro dessa manifestação, fecham os olhos para outras "regras" citadas na bíblia pra focar na homossexualidade e gritar "É UM DESRESPEITO COM A FÉ, BLASFÊMIA CONTRA JESUS, BLÁ-BLÁ-BLÁ". Antes de sair atacando, procurem saber de onde saíram todas as imagens e informações que as pessoas que vocês seguem cegamente compartilham na sua linha do tempo. Procurem saber de quando foi, porque foi, e se realmente foi. Se informem pra não passarem por fanáticos religiosos, hipócritas que só sabem apontar o dedo. Procure a fonte de cada notícia antes de compartilhar pois a internet é como a fofoca, quanto mais babado mais se alastra e mais polêmica causa. "LUCAS 6:37 Não julgueis e não sereis julgados; não condeneis e não sereis condenados; perdoai e sereis perdoados. Dai sempre, e recebereis sobre o vosso colo uma boa medida, calcada, sacudida, transbordante; generosamente vos darão. Portanto, a medida que usares para medir o teu próximo, essa mesma será usada para vos medir. - Parábola do cego que conduz outro cego." A você que segue a bíblia, não seja hipócrita em focar apenas no que condena os homossexuais. Se você quer viver de acordo com a bíblia, não faça tatuagens, não cometa adultério, não faça a barba, não use adornos, e siga outras milhares de rigorosas "regras" que a bíblia cita para todos, não só para alguns. Não sejam hipócritas em seguir apenas aquilo que lhe convém. Não dá pra ser meio cristão. Não dá pra ser meio justo. Não dá pra ser meio certo. Você que é machista, você que é uma fofoqueira, você aí que bate na sua mulher, e você que faz inferno na vida da sua irmã de religião, você que procura o religiões obscuras para fazer mal para o outro, você que abandonou seu filho e até aquele seu cachorro, não sejam hipócritas. Entre mil outras coisas e pecados que diariamente todos cometem, precisamos entender uma única coisa: eu posso salvar apenas a minha alma. Você pode salvar apenas a sua. A única pessoa que você tem o direito de julgar é você mesmo, e ainda assim para que sirva para o seu próprio crescimento pessoal e espiritual. 
Não me venham com argumentos fracos, dizendo que que essa imagem ofendeu o seu (meu também) Cristo, me prove que a placa acima da trans crucificada não é um pedido de socorro! Poderia ter outras formas de falar isso? Poderia sim, e todos os dias isso é feito. Mas ninguém olha pras minorias, então temos que jogar luz sobre essas minorias para que recebam devida atenção. Não essa atenção que muitos tem dado de maneira negativa. Todos os dias você sofre crucificação por algum motivo. Seja sua mãe brigando com você, seu pai, seu chefe te dando um esporro, uma pessoa religiosa te dando sermão pelas suas tatuagens, gente que come carne te xingando por não querer seguir os mesmos passos, gente querendo te enquadrar em padrões o tempo todo, e você vai ter coragem de agir da mesma maneira? Se você chegou até aqui e ainda tá com algo na ponta da língua pra retrucar tudo que foi falado aqui? Vai em frente! Comente! Expresse sua opinião também. (metade desse texto são palavras de Loma Lisboa , palavras com que me identifiquei muito e quis compartilhar também, com algumas pequenas alterações para expor também a minha opinião.)"

Então, eis que me vem o primeiro comentário: "Leandro Toledo E a imagem de Jesus beijando outro homem? Alias... Se citam Jesus como libertador, tem uma fonte, e essa é a Bíblia... E a mesma tem valores contrários ao que pregam o movimento LGBT, ninguém precisa concordar com ela, assim como nenhum hétero precisa pactuar das ideias dos LGBT, agora, se o motivo de discordância começa a ser tratado como HOMOFOBIA, ai sim a coisa fica ilógica, afinal, eu posso muito bem gostar de Rock, sem bater no pagodeiro, mas não sou obrigado a gostar do pagode ! Quem é, que seja, e se alguém discorda, beleza! Querer aplicar o que o movimento e impor ele na sociedade é diferente, todos tem direito de concordar ou não..."


Bom, eu particularmente não me senti nem um pouco ofendida com a representação de Jesus beijando outro homem. Jesus não morreu somente por héteros. Na cruz, Ele se identificou com os excluídos, os oprimidos, os marginalizados, e ao fazê-lo, assumiu em Si todos os nossos pecados e mazelas, sejam de que natureza forem, inclusive sexual. Não há dilema humano que não caiba na cruz. E Jesus, será que Se ofendeu? Ora, se Ele foi capaz de rogar perdão por aqueles que o crucificavam pra valer, duvido muito que tenha se ofendido com o que não passou de uma representação ARTÍSTICA. Não creio num Jesus ranzinza, insensível e incapaz de compreender nossas idiossincrasias e incongruências. Creio que do alto céu, Ele olhou com misericórdia aquelas milhões de pessoas que desfilavam na Avenida Paulista como ovelhas que não têm pastor. Quem sabe, Leandro Toledo, Jesus encontrou mais sinceridade em cima daquele trio-elétrico do que em cima de outros que desfilaram dois dias antes? Assim como encontrou mais fé num centurião romano idólatra do que nos religiosos escrupulosos que o seguiam. Concordo com você que se eu não gosto de feijão eu não sou obrigada a comer feijão, mas nem por isso vou matar o plantador de feijão. Só que nem todo mundo pensa assim, e essa violência sem explicação existe SIM e em GRANDE ESCALA. Todos tem o direito de concordar ou não, mas ninguém tem o direito de tentar barrar o direito de outro. Não adianta você querer escolher apenas um item da bíblia pra seguir e pregar, você como um fiel deve então seguir  à risca cada palavra da bíblia, pois nem assim te daria o direito de julgar. Nem todo mundo é obrigado a seguir a bíblia ou alguma religião. Se alguém luta pela união de pessoas do mesmo sexo, por que você vai lá interferir e pedir que não seja aprovado, sendo que vivemos em um país LAICO, onde não deve ser regido por religião alguma? Você se acharia no direito não sendo gay? Se você não é gay, se a lei não te atinge, não te diz respeito, por que te incomoda tanto? Como eu disse anteriormente, você salva apenas a SUA alma. A de mais ninguém.  
Essas manifestações e tentativas de criminalização da homofobia, machismo, racismo e todo tipo de preconceito e violência,  são uma das MUITAS tentativa de jogar luz sobre aquelas minorias que ninguém vê. Que todo mundo julga, pois é mais fácil fazer parte da maioria, ter mais gente que defende sua opinião, o que te faz pensar cada vez mais que você está certo e pronto. 
Eis que nascem misandria, racismo reverso, heterofobia, cristofobia e cisfobia, o que não existem como preconceitos institucionalizados. Por que não existem? Deixo aqui pra vocês um texto perfeitamente explicativo que encontrei e concordei no blog Bule Voador:


Reflexões sobre a origem dos preconceitos e porque misandria, racismo reverso, heterofobia, cristofobia e cisfobia não existem como preconceitos institucionalizados


Discriminação* (distinção) de grupos foi uma característica muito importante na evolução da vida em grupo. Não é nenhuma novidade que tanto grupos de animais sociais não-humanos quanto grupos humanos identificam dois grupos sociais: o ”nós” e os “outros” (em psicologia evolutiva chamados “insider” e “outsider group”). Não surpreendentemente, “bárbaro” era o nome dado pelos gregos aos que não eram gregos. “Bárbaros” significa “os outros”. Da mesma forma, “tapuia” era o nome dado pelos Tupis a quem não era Tupi. Tapuia é a versão tupi de “os outros”. Também não surpreendentemente, bárbaros e tapuias recebiam significados pejorativos. “Os outros” não são somente os outros, eles geralmente são também os inimigos. Os outros não são “civilizados”, os outros não têm nossos costumes, os outros são violentos, os outros são maus, os outros não seguem nossos deuses (que são os únicos verdadeiros), os outros tem comportamentos estranhos que não são os nossos, os outros nos trazem doenças, os outros comem nossa comida, os outros nos matam, os outros merecem ser combatidos. Em suma, o inferno são os outros.


O "nós" e "os outros"

Não é muito difícil pressupor porque “os outros” são geralmente associados a coisas ruins e à violência. Grupos competem entre si. Grupos de animais da mesma espécie competem pelo mesmo recurso, mesmos alimentos, mesmo tipo de território preferido e mesmas condições ambientais ideais. A vida em grupo evoluiu trazendo vários benefícios ao sucesso de um indivíduo e de seus companheiros, mas também trazendo uma competição intergrupal.

A discriminação (distinção) de grupo resulta em união e cooperação dos membros. Cooperar com o “nós” para vencer “os outros”. Cooperar com os próximos para vencer os competidores. Cooperação necessita de empatia. Não surpreendentemente, a maioria dos grupos animais são formados por unidades familiares, afinal é mais fácil cooperar e confiar na cooperação de um familiar.

Mas note que nem sempre o “nós” e os ”outros” são inimigos. Muitas vezes estes cooperam. Geralmente os grupos cooperam quando existe uma grande recompensa suficiente para ambos, ou um grande inimigo (um “os outros” mais poderoso) e quando o risco de traição do grupo com o qual se coopera é menor do que o risco da não cooperação, ou se um grupo domina e escraviza o outro obrigando-o a “cooperar”. Volte aos livros de história e analise as cooperações entre povos humanos ao longo dos séculos.

Entretanto essa discriminação de grupos “nós” e “os outros”, presente nos animais que vivem em grupo, não exatamente corresponde ao preconceito humano. O preconceito humano evoluiu em função da vida social permitindo um maior sucesso na sobrevivência ao conseguir comida, água e abrigo (nada surpreendente até agora), mas foi carregado de particularidades humanas como religião e aspectos culturais e de dominação.

Existe também uma discriminação intragrupo originada de uma hierarquia e dominação interna que cria subgrupos. Para manter-se coeso socialmente, um grupo necessita de uma organização social. A evolução de uma estrutura social foi totalmente baseada em dominação. Quem domina cria a organização e cria as regras. As discriminações intragrupais aparecem para manter a ordem e a vontade de quem criou a estrutura social do grupo. Tal estrutura varia de espécie para espécie, então entraremos agora ao que realmente nos interessa: o ser humano.
Uma das mais antigas discriminações intragrupais é a discriminação (segregação) de mulheres em relação aos homens. Os homens dominaram, formaram seu grupo “nós” e relegaram as mulheres aos “os outros”. Segundo Simone de Beavior, em o Segundo Sexo: “A mulher determina-se e diferencia-se em relação ao homem e não este em relação a ela; a fêmea é o inessencial perante o essencial. O homem é o Sujeito, o Absoluto; ela é o Outro”.  Obviamente a dominação masculina não foi regra em todos os grupamentos humanos. Em algumas exceções, um tanto raras, a dominação feminina foi a regra. Quais fatores podem ter levado ao surgimento de sociedades patriarcais ou de sociedades matriarcais é um assunto bem interessante e um tanto complexo sobre o qual podemos nos debruçar em outra oportunidade. Com o passar dos anos e com a dominação de um grupamento humano por outro, as organizações sociais foram aos poucos se padronizando e se tornando mais homogêneas devido à imposição da estrutura social do dominador sobre a dos dominados. As sociedades patriarcais, que provavelmente já eram mais numerosas, dominaram as matriarcais e, com o decorrer da história de dominação mundial, se tornaram a regra.


Notem que os preconceitos são, então, originários de uma estrutura de dominação de classes (grupos). Um grupo domina o outro institucionalizando um preconceito. Nem sempre o preconceito institucionalizado se revela como maioria segregando minoria (os negros não são a minoria, os pobres não são definitivamente a minoria, as mulheres não de forma alguma a minoria), mas o preconceito sempre se revelará como uma tentativa dos dominadores de segregar os dominados.  Quando na África grupos de “nós” enfrentavam grupos de “os outros”, os quais todos eram negros, não fazia sentido existir segregação e fobia por negros. Faz sentido discriminar etnias inimigas, costumes distintos, religiões distintas, etc. No encontro de negros com brancos e com a dominação daqueles por estes, surgiu o racismo e o preconceito contra o negro. O mesmo com o racismo contra as populações americanas. Estes preconceitos só existem por um efeito de dominação. Existia obviamente a discriminação (distinção) de dois grupos. Os negros talvez, em relação à cor da pele, se sentiam “nós” e se diferenciavam dos brancos, “os outros”, que por sua vez se sentiam “nós” e discriminavam os negros como “os outros”. Entretanto esta discriminação só passou a ser um preconceito institucionalizado após a dominação econômica e cultural. O preconceito não é somente uma discriminação de grupos. Ele é fruto indissociável de uma dominação. Só existe preconceito institucionalizado se existe dominação de um grupo pelo outro.
A palavra “preconceito” possui as seguintes definições, segundo o Dicionário Priberam: “1. Ideia ou conceito formado antecipadamente e sem fundamento sério ou imparcial. 2. Opinião desfavorável que não é baseada em dados objetivos. = INTOLERÂNCIA 3. Estado de abusão, de cegueira moral. 4. Superstição”. Assim, podemos trabalhar com dois significados básicos de preconceito: (1) conceito formado antes do conhecimento da causa/objeto/pessoa e (2) estado de abuso e cegueira moral ou seja segregação social e preconceito institucionalizado. Estes dois significados também refletem a origem dos preconceitos: primeiro se têm uma ideia (geralmente ruim) associada aos grupos de “os outros”, mesmo sem conhecê-los, e portanto, gera-se “argumentos” para a segregação e depois institucionaliza-se essa segregação massificando e normatizando o preconceito. Em ambos os significados é correto se usar a palavra preconceito, tanto em casos de desconhecimento de alguém acerca de algo que o leve a ter uma opinião errônea ou generalizada sobre o fato (por exemplo, um que eu escuto muito: “os alemães são fechados”) ou os casos de segregação social de negros, judeus, pobres, mulheres, ciganos, etc. Parecem um pouco diferente os dois casos, não é? Por que será? A resposta é dominação e institucionalização do preconceito.

Existem muitos grupos com os quais podemos nos identificar ou não: grupos raciais (brancos, negros, indígenas, asiáticos), grupos religiosos (cristãos, muçulmanos, budistas, judeus, ateus), grupos sexuais (héteros, homos, bissexuais, transexuais), grupos de gênero (homem, mulher, neutro), grupos sociais (pobres, ricos, classe média, burgueses, operários), grupos políticos (esquerdistas, direitistas, comunistas, liberalistas, chavistas, anti-chavistas), grupos ideológicos-culturais (veganos, carnistas, hippies, geeks, nerds, otakus, punks, funkeiros, metaleiros) e nem sempre esses grupos são dicotômicos e mutuamente exclusivos. Você pode ser uma mulher, negra, cristã, homo, pobre, vegana e otaku, porque não? É claro que muitos grupos estão relacionados histórica, ideológica e economicamente a outros grupos o que dificulta a identificação de uma pessoa com dois deles (por exemplo, rico e esquerdista ocorre em uma frequência bem baixa).  E note que nem sempre tais grupos sofrem preconceitos. Assim, por mais que existam pessoas que achem os metaleiros um bando de seguidores satânicos, não existe um preconceito institucionalizado contra os metaleiros porque eles, como grupo, não são dominados por outro. Em contrapartida, os funkeiros são passíveis de preconceito institucionalizado não exatamente por sua música, mas por, na grande maioria de casos, pertencerem a outros grupos dominados como o grupo dos “negros ou pardos” e dos “pobres”. Como os grupos são ligados por aspectos histórico-sociais, ideológicos e econômicos, o preconceito de um grupo pode recair sobre um subgrupo que tenha uma parcela representativa de pessoas do grupo em questão. Os metaleiros não sofrem um preconceito institucionalizado, mas sim um discurso de discriminação grupal. O que obviamente não o torna aceitável. Se alguém sugerisse que todos os metaleiros deveriam ser presos por louvarem satã, esta pessoa estaria promovendo um discurso de ódio contra um discriminado grupo, entretanto, como o discurso de tal pessoa não é um preconceito aceito como normal e institucionalizado na sociedade, esse discurso nunca teria poder de lei. O que talvez não fosse realidade para os funkeiros.
Como preconceito é dominação, ele se institucionaliza através de leis (ou da falta de leis) ou através de aparelhos de controle social (estado, escolas, mídia, igreja, universidade). Ele se faz valer na justiça, nas conquistas sociais e na segregação social. Os dominadores possuem órgãos e instituições que proferem seus discursos preconceituosos, os legitimam, os normatizam, os disseminam, os dão força de lei e sustentam toda a base do preconceito e da dominação. Assim surgem até mesmo dominados que aceitam o ódio e justificam a segregação sofrida pelo seu próprio grupo. O preconceito institucionalizado vem sempre dos dominadores, nunca dos dominados.
Mas os dominados podem se discriminar (distinguir) como um grupo e proferirem discurso de segregação contra o grupo dos dominadores. Mas este discurso discriminatório, mesmo que às vezes se torne um discurso de ódio e portanto lamentável, não reflete um preconceito institucionalizado, pois ele não tem base que o sustente, não é amplamente aceito na população e não vem dos dominadores que são os únicos que possuem poder de legitimar discursos socialmente. Assim, misandria, racismo reverso, heterofobia, cristofobia e cisfobia não existem como preconceitos institucionalizados.

Notem que eu não concordo com posturas misândricas, ódio aos brancos, aos héteros, aos cristãos, aos cis. E esses discursos não se tornam aceitáveis por não serem preconceitos institucionalizados. O que estou concluindo é que preconceito é mais que discurso de segregação. Preconceito é institucionalização de discurso de segregação. Pronto, simples. O que isso muda e porque isso é importante? Muitas vezes esses esparsos discursos de segregação (e os raros discursos de ódios) travestidos de preconceitos institucionalizados servem de falácias e armas em “lutas” fictícias. A criação desses termos e a tentativa de incluí-los como “preconceitos” mesmo não tendo base social é uma estratégia para desviar o foco e criar uma falsa sensação de “igualdade” de discriminação: misoginia – misandria; homofobia – heterofobia; racismo – racismo reverso; transfobia – cisfobia. Tal dualidade de preconceitos, entretanto, é aparente e não se revela na estrutura de dominação social.

Mas, os discursos de segregação dos grupos dominados não são uma postura ruim? Se você acha, por exemplos, que vegetarianos são desnutridos ou que funk é um lixo, você está proferindo um discurso de segregação. Esses discursos são muito comuns (principalmente em piadas. Que geralmente são defendidas como sendo “só piadas”) e geralmente você só os perceberá se alguém os proferir contra um grupo com o qual você se identifica (pimenta no olho dos outros é refresco). Diariamente você é exposto a discursos de segregação contra vários grupos com os quais você não se identifica e isso não te traz a menor reflexão ou estranhamento. Discursos de segregação são ruins também, e podem originar discursos de ódio, e todos devem ser combatidos com discussões e informação. Entretanto quando se mascara um discurso de segregação de dominados de preconceito institucionalizado, se criam falácias e se tira o foco do preconceito real: aquele que realmente é institucionalizado, aquele que mata, que violenta, que é legalizado, que é maioria e que domina. A compreensão do cenário de dominação social se torna, então, imprescindível para não cairmos em armadilhas do discurso e para entendermos melhor a sociedade que nos ronda e seus preconceitos e grupos.

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*Discriminação. Tenha em mente que discriminar também significa distinguir (significado 1). A evolução dos preconceitos segue a mesma lógica do desenvolvimento dos significados da palavra “discriminação”: Primeiramente, distinção de grupos; segundo, segregação e terceiro, preconceito institucionalizado. Segundo o dicionário Priberam:

Discriminação: 1. Ato ou efeito de discriminar (ex.: o exercício envolve discriminação visual). = DISTINÇÃO. 2. Ato de colocar algo ou alguém de parte. 3. Tratamento desigual ou injusto dado a uma pessoa ou grupo, com base em preconceitos de alguma ordem, notadamente sexual, religioso, étnico, etc.


quinta-feira, 25 de setembro de 2014

Despedida: o longo adeus.


Chega uma hora em que a mudança se faz necessária. Todas as lembranças que guardava em si tendem a se tornar-se mais fortes, pois são elas que você carregará de agora em diante. Os momentos bons, os ruins, afloram com mais intensidade em sua mente, e podem te trazer lágrimas aos olhos. Há o momento da despedida, a pior parte de tudo. O momento em que você precisará dar adeus a tudo que você conhecia naquele mundo, a tudo que você era verdadeiramente naquele mundo, ao que você poderia ser naquele mundo. O seu eu verdadeiro, que só libertava ali. As pessoas vão chegando, mas o momento é de despedida. Uma conversa como qualquer outra só pra aliviar a tensão, mas logo acaba o assunto, e é hora de falar de coisas realmente sérias. Então, mesmo com lágrimas nos olhos, o momento se aproxima. É hora de dizer adeus. Adeus aos amigos, às lembranças de seus amigos, a aquele amor. Aos aprendizados, aos ensinamentos. No começo, é fácil fingir que nada está acontecendo, mas logo, logo a realidade vai nos dar uma tapa no rosto, e perceberemos que nunca mais, ou provavelmente muito raramente, veremos ou falaremos com aquela pessoa de novo. A vida vai passando, da mesma forma com que acontece todo dia. As pessoas entram, saem, mas dessa vez você sabe, você sabe simplesmente que será a última vez. Pra onde vão todas as lembranças? Eu sei a resposta. Todas elas vão do cérebro ao coração, pra lá deixarem marcas infinitas, de forma que sejam irrevogavelmente plantadas. Adeus, estou indo!









Luiza, Maria.

terça-feira, 15 de julho de 2014

"Faça suas próprias escolhas e me deixe conviver com as minhas!"


"É, mas a sua fama aqui em "Talcity" não é das melhores, né?!"  "Quem nunca pegou "Fulana"?!" ""Fulana" não é pra namorar." ""Fulana" não gosta de ninguém".

Eu acho graça hoje em dia quando ouço alguém comentando sobre a minha "fama" em Ipatinga. Fama de quem não gosta de ninguém, fama de quem só engana, fama de quem já beijou todo mundo, fama de quem não serve pra namorar. Eu tenho 20 anos vividos, e desde os 14 que comecei a conhecer o lado de fora da minha casa, o mundo. Bebi pela primeira vez, tive meu primeiro P.T., pra quem entende.  Dei o meu primeiro beijo (e detestei). Fumei o primeiro cigarro (e detestei também), menti pela primeira vez pros meus pais. Isso sim eu chamo de fase. Por que fase? Porque eu aprendi com isso, eu saí dessa situação/fase pra uma situação em que eu entendia o que eu estava fazendo e no que me prejudicava. E assim por diante, tenho sempre passado as fases da minha vida e aprendendo com os meus erros, e digo uma coisa: os julgamentos de quem me assiste de fora, não me influenciam em nada. Me chamem de vadia, rodada, piranha, mas não quer dizer que vão me fazer voltar pra dentro de casa pra esperar  o namorado(a) certo(a) bater na minha porta.   Eu não preciso do julgamento de quem me conhece, muito menos do julgamento de quem acha que me conhece. A todas as pessoas quem machuquei, seja com mentiras ou com minha franqueza, minhas sinceras lamentações, mas não me arrependo do que fiz e do que sou hoje.

E bom, gente... Vamos parar de hipocrisia, né? Quem nunca beijou alguém por beijar, numa brincadeirinha de verdade ou consequência? Quem nunca beijou uma pessoa na esperança de momentaneamente esquecer outra? Quem nunca passou por "monstro" do relacionamento por ter feito uma escolha talvez errada? Quem nunca beijou alguém que conheceu na mesma noite? Quem nunca fez alguém sofrer sem ter a intenção, e ninguém acreditou em você? Quem nunca teve um relacionamento casual? Quem nunca foi "piranha" uma vez na vida? Quem nunca mentiu? Quem nunca fez "bosta" na vida? Todo mundo já fez. E se você falar que não fez, tá fazendo bosta agora! Vocês, nós, todos, temos que parar de querer julgar os outros pela vida que levam ou levaram. Ninguém tem esse direito. Uma pessoa tem direito de levar sua vida como quiser sem ser difamada por quem apenas "ouviu falar", ou mesmo que seja verdade. As pessoas fazem escolhas. E nesse tipo de escolha, ninguém precisa da sua ajuda, ou da sua condenação. "Faça suas próprias escolhas e me deixe conviver com as minhas!"

quarta-feira, 24 de julho de 2013

Tem coisa que não volta, por mais que a gente queira. Você pode até tentar voltar o disco, repetir a música, insistir na letra, cantar o mesmo refrão por mil e um minutos, fechar os olhos. Tem sentimento que não volta. Mesmo que você se esforce, recorde, tente voltar a página, refrescar o coração. Alguns sentimentos são bem pontuais: chegam, esperam pra ver se devem ficar e decidem partir ou continuar.

quinta-feira, 11 de abril de 2013

Sensação de Alegria

Estou agora numa cadeira de balanço na ampla varanda da minha casa, observando os pássaros amontoarem-se para comer o fubá que espalhei no chão mais cedo, então resolvi escrever. Mas, sobre o que vou escrever? Não estou sofrendo por amor, não estou amando, não estou doente, não estou depressiva, não estou "religiosa"... Eu estou alegre. Feliz é demais, eu estou alegre. Eu não conhecia essa sensação, pois nunca havia parado para realmente senti-la. Descrever e escrever sobre tristezas e sofrimentos é muito fácil! A dor é mais intensa do que o conforto e a "cócega" da alegria, é mais fácil descrevê-la, é mais bonito sofrer do que sorrir, expor o que se passa no lugar onde durante tanto tempo eu cuidei para que ninguém pisasse, meu coração. Eu pensava assim até me cansar de escrever, e me encontrar sem nada para fazer, observando pássaros. Observando pássaros. Pássaros! Senti vontade de fazer outra tatuagem, aumentar meus alargadores, comprar outra blusa larga e um jeans escuro, comprar uma mini cafeteira elétrica, comprar clips coloridos, comprar pãezinhos de mel e gelatina de abacaxi, comprar uma caixa de chicletes ácidos, comprar um par de patins e um par de amigos com quem eu possa compartilhar essa sensação esquisita da alegria, que eu ainda não consegui descrever.

terça-feira, 28 de agosto de 2012

Um conto de fadas para mulheres do século XXI.


Era uma vez, numa terra muito distante, uma linda princesa independente e cheia de auto-estima que, enquanto contemplava a natureza e pensava em como o maravilhoso lago do seu castelo estava de acordo com as conformidades ecológicas, se deparou com uma rã. Então, a rã pulou para o seu colo e disse: "- Linda princesa, eu já fui um príncipe muito bonito. Mas uma bruxa má lançou-me um encanto e eu transformei-me nesta rã asquerosa. Um beijo teu, no entanto, há de me transformar de novo num belo príncipe e poderemos casar e constituir um lar feliz no teu lindo castelo. A minha mãe poderia vir morar conosco e tu poderias preparar o meu jantar, lavarias as minhas roupas, criarias os nossos filhos e viveríamos felizes para sempre..." E então, naquela noite, enquanto saboreava pernas de rã à sautée, acompanhadas de um cremoso molho acebolado e de um finíssimo vinho branco, a princesa sorria e pensava: "- Nem fo...den...do!" 

sábado, 25 de agosto de 2012

Quem tem amor na vida, tem sorte.